Eureca Feelings
Home    Info    Ask    Submit
About: Rodrigo Micai, 16, amante dos livros, exatas e videogames. Também dos sábados, baladas e músicas. Liberdade é fundamental. Política é frustrante. Drogas são vícios e vícios são como drogas. Acredito que a música é o melhor meio de se expressar. Acredito que o músico é infeliz por ser correspondido somente pelo instrumento, e não pelos humanos, alias, as pessoas gostam de simplicidade, e acabam preferindo simplicidade em tudo. Admiro os críticos, as poucas palavras e não os julgadores. Acho que Deus possa existir. E esse mundo pode mudar, mas a finalidade sempre será a mesma. E o amor ? Indecifrável.
Vou-me Embora Pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Lá sou amigo do rei

Lá tenho a mulher que eu quero

Na cama que escolherei
 

Vou-me embora pra Pasárgada

Vou-me embora pra Pasárgada

Aqui eu não sou feliz

Lá a existência é uma aventura

De tal modo inconseqüente

Que Joana a Louca de Espanha

Rainha e falsa demente

Vem a ser contraparente

Da nora que nunca tive


E como farei ginástica

Andarei de bicicleta

Montarei em burro brabo

Subirei no pau-de-sebo

Tomarei banhos de mar!

E quando estiver cansado

Deito na beira do rio

Mando chamar a mãe-d’água

Pra me contar as histórias

Que no tempo de eu menino

Rosa vinha me contar

Vou-me embora pra Pasárgada


Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar


E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


-Manuel Bandeira

Emprego 2.0

profluizfilo:

O Brasil ainda protege o passado….. Principalmente na educação.

(Source: helmins, via procrastina)

(Source: mischievousgoddess, via pleasure-s)

“Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível.” —por Albert Einstein. (via peepson)

(via inconformismo)

“Deve-se escrever da mesma maneira como as lavadeiras lá de Alagoas fazem seu ofício. Elas começam com uma primeira lavada, molham a roupa suja na beira da lagoa ou do riacho, torcem o pano, molham-no novamente, voltam a torcer. Colocam o anil, ensaboam e torcem uma, duas vezes. Depois enxáguam, dão mais uma molhada, agora jogando a água com a mão. Batem o pano na laje ou na pedra limpa, e dão mais uma torcida e mais outra, torcem até não pingar do pano uma só gota. Somente depois de feito tudo isso é que elas dependuram a roupa lavada na corda ou no varal, para secar. Pois quem se mete a escrever devia fazer a mesma coisa. A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer.”Graciliano Ramos 
“Repara bem no que não digo.”Leminski (via palavrasinconstantes)

(Source: lololzete, via quesejadoceoamanha)

(via procrastina)

“E a gente lembra. E já não dói mais. Mas dá saudade.”Caio Fernando Abreu  (via duardaangel)

(Source: que-seja-leve, via duardaangel)

“A gente se afasta inconscientemente. Se afasta tão silenciosamente que ao dar-se conta vem aquela lembrança súbita no meio da manhã: “Minha nossa nós éramos amigos”.” —Caio Fernando Abreu  (via oxigenio)

(Source: 10000bodies, via m-montebelo)

"Spin Madly On" theme by Margarette Bacani. Powered by Tumblr.